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Respiração: amor e poder

A respiração é um indicador essencial daquilo que está acontecendo internamente e expressa o nosso estado emocional. Logo, o equilíbrio da energia emocional está intrinsecamente ligado ao da respiração, eles são inseparáveis.

O ritmo respiratório relaxado constrói um senso de concentração. Consideramos uma pessoa “centrada” quando ela está ligada ao ritmo de sua respiração. A rigor, o centro gravitacional do corpo se encontra no hara, duas polegadas abaixo do umbigo.

Quando uma pessoa está flutuando na água, por exemplo, seu peso é distribuído para todos os lados deste ponto. Se estiver ansiosa, quebrará o ritmo da respiração, criando uma contração e afundando, pois a ligação com o seu centro se perdeu.

A respiração tem um ritmo semelhante ao do mar. Se sintonizarmos nossos ouvidos, podemos ver as ondas subindo e descendo no abdômen e no peito, podemos ouvir o som da inspiração e da expiração, podemos colocar nossas mãos na superfície do corpo e sentir os seus movimentos. Durante a inspiração, o tronco se expande e um impulso de alongamento sobe pela espinha. Durante a expiração, a pessoa fica menor e mais baixa. Expirar é ceder e liberar. Inspirar é encher e conter.

 

A respiração pode ser uma expressão da espontaneidade ou um reflexo do condicionamento do caráter. A maneira como uma pessoa respira revela um ritmo e um bem-estar interior ou demonstra tensão, desconforto, pressão e intranquilidade.

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O centro emocional de uma pessoa é sentido no coração e o centro energético no hara. Se o diafragma está relaxado, estes dois centros estão em conexão, mas se estiver tenso, a ligação é rompida. A pessoa poderá se sentir ligada ao coração e, ao mesmo tempo, senti-lo sem o suporte da energia da metade inferior do corpo. Por outro lado, a pessoa pode sentir poder e vitalidade no centro do hara e estar contraída, vazia e fria no coração.

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Podemos chamar estes centros de “centro do amor” e “centro do poder”. Quando eles se separam, temos amor sem poder ou poder sem amor. Quando a ligação do diafragma se abre, a pessoa está centrada no poder do amor.

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O centro do coração está relacionado à respiração torácica, o centro do hara, à respiração abdominal. Na respiração torácica enche-se o peito e o mesmo é mantido na posição inflada. Os sentimentos são retidos, criando uma sensação de “supercontenção”, há um medo de expirar completamente, pois é o mesmo que morrer, dissolver limites e expressar-se mais espontaneamente.

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Paradoxalmente, esta sensação de pressão torácica realmente cria um risco de morte, já que a respiração inspiratória superinflada está frequentemente associada a personalidades do tipo rígida, que tem propensão à pressão alta e a ataques do coração. O coração se sente enjaulado. Uma pessoa assim, quando fica emocionada, tende a reprimir as emoções. Essa pressão, aliada à rigidez peitoral, aumenta o risco de fadiga no coração.

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A tendência de “supercontenção” no abdômen é frequentemente encontrada em pessoas que aprenderam a engolir e conter seus sentimentos, são personalidades “masoquistas”. Elas criam uma forte pressão no abdômen para impedir que sentimentos ruins venham à tona. O oposto deste padrão masoquista é encontrado em pessoas que sofrem de histeria ativa. Elas, geralmente, tem dificuldade de se conter e se identificam com a expiração.

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A expiração traz em si um grito, um gemido, ou alguma expressão emocional. Pode-se notar, a partir de uma observação mais profunda, a falta de contato com a inspiração. Pessoas em processos de histeria perdem facilmente seu senso de concentração. A barriga se agita e tende a ser mantida em deflação. Neste caso, ajudar essa pessoa a entrar em contato com a inspiração no abdômen, para que ela possa construir um senso de concentração e contenção, é parte fundamental do trabalho terapêutico.

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Pessoas dependentes e muito carentes, com estrutura de caráter “oral”, lutam ao levar ar para dentro, assim como apresentam uma inibição no ato de sugar e de tocar. A pessoa aparenta estar, ou se sente, vazia e fraca. Essa sensação de subnutrição provoca uma inspiração abdominal e peitoral insuficientes. Isso a mantém num estado metabólico baixo, que sustenta a sensação de deficiência.

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Quando Reich começou a ajudar seus pacientes a prestar atenção na respiração, observou que muitas pessoas apresentavam a tendência inspiratória. Ele se concentrou, principalmente, na importância da expiração e da liberação emocional, mas as experiências revelaram que muitas pessoas precisam aprofundar também a inspiração.

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Um dos processos menos entendidos por aqueles que trabalham com a respiração é o da hiperventilação. Os sinais de hiperventilação podem ser facilmente detectados: a pessoa acelera a respiração ou prolonga a expiração e tenderá a ser pouco ativo ou pouco expressivo. Depois de algum tempo, seus dedos começarão a ter cãibras e o corpo inteiro irá se enrijecer.

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Os sintomas da hiperventilação são, nos primeiros estágios, um formigamento suave, que pode ser agradável, mas que se torna desagradável, seguido de sensações de tensão, dor e insensibilidade, primeiro nos dedos, talvez nos lábios e na língua, com resultante dificuldade de falar. Há uma constante sensação de tontura ou irrealidade, pânico ou confusão, acompanhada de uma pressão ou tensão no abdômen.

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O que causa essa hiperventilação é a perda de dióxido de carbono. A respiração “super acelerada”, ou expiração forçada, acarretam uma liberação excessiva desta substância. O nível de dióxido de carbono no sangue cai, tornando o Ph sanguíneo alcalino. Essa alcalinidade ocasiona um desequilíbrio de cálcio nos músculos e nervos. Esse desequilíbrio de cálcio causa um rápido disparo dos sinais emitidos pelos nervos para os músculos, que com isso se contraem e começam a entrar num estado de tetania, começando pelas regiões periféricas (dedos das mãos e dos pés, lábios e nariz). Muitas pessoas entram neste estado espontaneamente quando se encontram numa situação de muita ansiedade. A maneira de sair da hiperventilação é inspirar mais profundamente, o que restaura o equilíbrio entre oxigênio e o dióxido de carbono na respiração.

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O mecanismo central comum a todos os tipos de “couraça” é um distúrbio respiratório. Quando lidamos com o centro do corpo, lidamos com a respiração e com os ritmos emocionais. O equilíbrio entre a inspiração e a expiração é o mesmo equilíbrio entre a retenção e a liberação emocional.

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Quando Wilhelm Reich descobriu o papel fundamental da respiração inibida em todas as personalidades neuróticas, ele descreveu essa descoberta como “penetração no reino vegetativo”. Isso o levou a investigar os domínios escondidos no interior do corpo, a pulsação da vida através das artérias, as batidas do coração, o fluxo de secreções das glândulas e a pulsação peristáltica do intestino. Sempre que havia distúrbios respiratórios crônicos, ele encontrava distúrbios nesses ritmos internos, bloqueios à suave e harmoniosa pulsação do sistema orgânico interno.

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Quando enfrentam uma situação temporária de emergência, os animais experimentam estados agudos de estresse, durante os quais esses ritmos metabólicos são alternados ou interrompidos. Eles só conseguem retornar aos ritmos suaves quando alcançam um estado de relaxamento e bem-estar, assim que o desafio ou a ameaça são eliminados. Os seres humanos, desde os primeiros momentos da vida, são frequentemente expostos a situações duradouras de tensão. A exemplo: as difíceis condições de uma educação castradora, super protetora ou frustrante, um bebê que é deixado desnecessariamente chorando durante horas, uma criança que se sente culpada por não controlar suas funções fisiológicas ou que apanha e é humilhada.

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Todas estas são situações temporárias de emergência, onde tudo é normalizado em pouco tempo. Mas essas crianças, quando crescem, ficam condicionados a reprimir ou distorcer seus sentimentos naturais, podendo acarretar um estresse crônico. Durante um tratamento terapêutico, à medida que as emoções bloqueadas são liberadas e os músculos tensos desistem da sua função defensiva, movimentos espontâneos ocorrem nos sistemas musculares esquelético e liso. A relação existente entre as principais camadas musculares esqueléticas e os músculos lisos do sistemas orgânicos internos do corpo é muito complexa.

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Em 1933, Reich descobriu que, num determinado ponto do trabalho terapêutico, os tremores musculares espontâneos, que eram liberados quando os músculos desistiam da sua carga energética aprisionadora, começavam a se unir numa pulsação rítmica do corpo, totalmente involuntária, por causa de sua semelhança com os movimentos orgásticos. Ele denominou essa pulsação, esse reflexo corporal espontâneo que ocorre como resposta a um relaxamento profundo, de “reflexo de orgasmo”.

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Normalmente, quando está carregada de energia, a pessoa é induzida a agir, e na ação prevalecem a tensão da concentração e o uso dos músculos voluntários. Por outro lado, as pessoas geralmente se deitam e relaxam quando estão cansadas e precisam se recarregar, pois o nível de energia está baixo. A terapia bioenergética, por sua vez, apresenta uma situação em que uma forte carga e uma alta excitação (da liberação emocional) ocorrem simultaneamente com o relaxamento muscular. Se já tiver sido resolvido os bloqueios energéticos no corpo, o reflexo do orgasmo ocorre, como um reflexo da liberação energética.

Por Atmo Danai

A importância do Prana na Massagem

O Prana tem relevante importância na massagem ayurvédica, digamos que o seu segredo está nesta ciência, quando o terapeuta compreende o poder do prana e suas funções, o mesmo entra em contato com os mistérios de todos os métodos de cura natural, incluindo portanto, neste contexto, a massagem ayurvédica.

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O conhecimento do prana poderá ser transmitido para todo aquele que estiver completamente receptivo, vazio, com a mente neutra e meditativa. Quando ao realizarmos a técnica da massagem nos conectarmos com o prana estaremos conectados diretamente com a energia divina, vital ou “sopro da vida”.

 

Prana é vida, sem ele nada vive, respira, movimenta, pode-se dizer que o viver é prana e que a vida é prana. A palavra prana vêm do sânscrito e significa “energia primordial”: pra=antes, ana=sopro ou energia da respiração, vida.

Compreender o mistério do prana é compreender o mistério da vida, é ao mesmo tempo energia não-manifesta e energia manifesta: Purusha e Prakruti, as duas grandes forças cósmicas que são a causa da manifestação da criação.

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No estado não-manifesto, é a energia da consciência (Purusha-Shakti), na forma manifesta, é a energia da criação material (Prakruti-Shakti). Não se pode viver sem prana, pois ele é a própria origem da criação.

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A relação entre a alma e o corpo é estabelecida pelo prana, por isso que é chamado de “força vital”, quando a alma parte, o prana parte também.

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Segundo a tradição védica, existem duas maneiras de encontrar a origem do manifesto e do não manifesto, uma delas consiste em seguir as correntes de pensamento até sua origem, e a outra em seguir o prana até a sua origem, podendo neste último ser uma forma de yoga- União com Deus. A mente também pode nos levar ao yoga.

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A mente não é uma substância concreta, ela é feita de diversos componentes sutis, a soma dos quais chamamos de “mente”. São quatro O primeiro nível é o da Razão, da capacidade de raciocínio; O segundo é o da mente subconsciente, que contém as emoções e impressões; O terceiro é o da inteligência básica que constitui a base das outras duas e leva em si as memórias; O quarto é o campo da pura consciência, na qual todos os outros existem – segundo o ayurveda é a mente sáttvica

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Ao se comungar com o prana, se está comungando com a própria vida

No nível físico do corpo, o prana é concebido como a vitalidade ou força vital que anima o organismo, isto é feito pelo movimento através dos nadis, estes movimentos do prana nos nadis são facilitados pela manifestação material dos “chakras”, que são estações de bombeamento da energia prânica pelos nadis.

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O ayurveda considera o chakra como uma espécie de ponto sensível da energia prânica, que colabora com a circulação e a distribuição do prana pelos nadis.

 

Por Atmo Danai