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Propósito na Massoterapia

Porquê se tornar um massoterapeuta

O tratamento terapêutico através de toques é presente em diversas culturas a tal ponto de ser difícil definirmos se foi uma invenção dos indianos, egípcios ou chineses. O fato é que ao sentirmos dor automaticamente levamos nossa mão em direção a área na tentativa de conter essa dor e, em muitos casos, esse movimento instintivo de fato auxilia no processo de recuperação da área. 

Tal conhecimento, ao longo do desenvolvimento da civilização humana, proporcionou que a massoterapia se tornasse uma técnica terapêutica capaz de auxiliar na recuperação do equilíbrio do corpo, mas a massagem está muito além de apenas toques para aliviar a dor. Hoje temos diversos tipos de massagem que exercem no corpo funções distintas como relaxar, liberar, nutrir, entre outras. Cada uma das técnicas se apoia em sequências e movimentos específicos, porém possibilitando uma integração entre esses diversos tipos. Para ser um massoterapeuta você deve conhecer essa diversidade tão rica dentro desse universo. 

A massagem, de forma geral, provoca tanto em quem recebe quanto em quem pratica diversas transformações em níveis físico, mental e energético. É um exercício de se entregar e confiar em outro ser humano, confiança essa que é abalada pela lógica competitiva da sociedade em que estamos inseridos. Permitir-se experimentar uma massagem é fazer esse exercício de humanidade, reconhecer suas dores e conflitos e buscar em outro ser apoio para os desafios da vida. 

O massoterapeuta dificilmente poderá ser substituído por uma máquina, pois a troca de energia que acontece quando duas almas se encontram não pode ser reproduzida por uma máquina que não seja capaz de sentir. Dessa forma, um massoterapeuta não pode realizar o seu trabalho de forma mecânica, é necessário entender a profundidade que significa tocar outro ser humano. 

Cada ser é constituído de um “Eu” e quando dois indivíduos, ou mais, se encontram nós temos a junção de eus (D’eus) e algo milagroso acontece desse encontro. Não podemos negar que somos seres relacionais, dependemos das relações para nos desenvolvermos. Essa jornada começa com a relação com os pais, que nos conduz na relação com as coisas do mundo e é na interação com os objetos que a criança conhece o mundo e também se reconhece.

Relacionar é preciso, e é necessário que essas relações sejam de qualidade e que favoreçam essa jornada em busca de si mesmo. Na relação com o outro temos a oportunidade de aprender sobre nós mesmos, é o outro que nos aponta limites, defeitos e também qualidades. A partir desse espelhamento vamos aprendendo a lapidar os defeitos, a potencializar as qualidades e a desfrutar dos mistérios da vida e dos encontros. 

A massoterapia é portanto, um espaço para se relacionar, relacionar-se com o próprio corpo e com a fragilidade humana. Geralmente quando buscamos as práticas terapêuticas muita coisa já está desequilibrada e  estamos beirando um colapso emocional.  Ainda não aprendemos a usá-las de forma preventiva, mas acredito que essa mentalidade venha se transformando ao longo dos séculos. 

Ao se dispor a ser quem acolhe o outro você se permite entrar em contato com a complexidade humana e, sendo você um ser humano, podemos dizer que você entra em contato com a própria complexidade. Tentamos durante muito tempo encontrar as fórmulas e receitas para a felicidade, mas todas elas falharam em suas promessas e nós continuamos sendo influenciados pela impermanência das emoções. Talvez isso aconteça porque não é possível ser feliz o tempo todo, então temos que aprender a lidar com o sofrimento, com a tristeza e com a dor, pois estes são fenômenos inerentes à condição humana. 

Impor-se uma busca desenfreada só por aquilo que você julga bom irá levá-lo a uma produção exagerada de estresse, pois você não conseguirá ter esse controle. Em algum momento a vida te convidará a lidar com a perda de uma pessoa amada ou a frustração de não conseguir o emprego desejado ou mesmo uma pandemia pode assolar o planeta. E aí? O que você vai fazer diante dessas situações? 

A verdade é que também não existem receitas para “como sofrer”, é necessário viver o sofrimento, entender que na vida nada é permanente, nem mesmo nós mesmos. Hoje queremos uma coisa, amanhã outra. Tudo muda constantemente e saber disso nos alivia do estresse de ter que ser constante. Isso nos permite mudar, transformar e também retroceder, afinal de contas pra quem sabe olhar pra trás nenhuma rua é sem saída. Em alguns momentos precisamos voltar algumas casas no jogo da vida para reconhecermos a origem de alguns sofrimentos que se perduram ao longo do tempo. 

A jornada na massoterapia é, dessa forma, um convite para entrar em contato com que há de mais humano: o próprio corpo e sua fragilidade. Cada pessoa que deita na maca de um massoterapeuta leva com ela suas dores e suas aflições e ao ser tocada permite ser inspirada, pela amorosidade de um toque respeitoso, à afrouxar a necessidade de ser perfeito e permanente. E o massoterapeuta relembra que ele também pode ser humano e frágil. 

É só quando integramos nossa dimensão humana que nos permitimos acessar o que há de mais sagrado em nós, toda a nossa potência de gerar benefício aos outros seres através do amor e da compaixão. O propósito da massoterapia pode ser entendido então, como a auto transformação a partir do estar a serviço de outro, outro esse que talvez você nunca tenha visto na vida. É nesse momento que você aprende a acolher sem julgar, apenas ser presença testemunhando a complexidade que é ser humano. 

Iniciar uma jornada na massoterapia é iniciar uma jornada dentro de si mesmo, é aprender sobre as dinâmicas do corpo e também da vida. É humildemente se colocar a serviço da fonte criadora de tudo que existe. É amar o próximo como a si mesmo. Desta maneira, é parte imprescindível da jornada receber muita massagem, para que a compaixão e o cuidado consigo  mesmo seja a referência para amar e cuidar do outro. 

Por Amanda Pinho – Psicóloga, Terapeuta Corporal, facilitadora do curso de Anatomia Metafísica e corpo docente da Formação Massoterapia Integrativa.

Corpo e espiritualidade

Conhecer o próprio corpo é um passo muito importante para conhecer a si mesmo. Reconhecer como o corpo se sustenta, como se apoia, seus encaixes e marcas é fundamental para assumirmos a responsabilidade pela vida que vivemos. Todas as experiências que vivemos, as agradáveis e desagradáveis, ficam registradas em nossos tecidos e quando nos movemos na vida, essas memórias nos ajudam a criar coerência no nosso existir.

Segundo a ótica da anatomia metafísica, todo organismo é regulado por aquilo que sente. As condições internas se resumem, praticamente, às nossas emoções, que são determinantes na coordenação das funções corporais. As emoções são muito abrangentes e praticamente definem nossa manifestação na vida. Existem emoções agradáveis, como as causadas pela simpatia, afetividade, ternura, etc., e as desagradáveis, como a raiva, tristeza, medo e etc. As emoções são responsáveis pelos processos somáticos. Ou seja, elas transmitem para o corpo os nossos sentimentos. Por isso, sentir-se bem fará com que o corpo permaneça saudável.

Ao longo dos séculos, o homem acreditou entender mais sobre o corpo do que realmente entende. Apesar do grande acúmulo de conhecimento sobre os processos anatômicos e fisiológicos do corpo, nós temos a tendência de superestimar nossas habilidades. Todos os dias surgem mais evidências da complexidade do corpo-mente. O imenso número de inter-relações entre os componentes do corpo físico, as relações dentro dos sistemas energéticos, os fatores ambientais e componentes mentais e emocionais criam uma sinfonia complexa de relações que estamos apenas começando a vislumbrar.

O verdadeiro problema que o corpo enfrenta está na maneira em que nosso estilo de vida, cultura e tecnologia interfere nos seus processos naturais, comprometendo as redes de comunicação que lhe permite coordenar bilhões de atividades sincronizadas por segundo, necessárias pra manter o estado saudável.

Nosso estilo de vida excessivo e veloz nos rouba consciência corporal e nos lança numa espiral de demandas e obrigações.

No meio disso tudo o corpo é apenas aquele que nos leva pra cumprir tais papéis. Com pouca consciência nos abandonamos em posturas, gestos e comportamentos disfuncionais. Alteramos os fluxos de energia do corpo e a circulação de nossas águas através de hábitos que reduzem a longevidade e qualidade de vida.

A presença constante de pensamentos é a evidencia mais óbvia da consciência – de que estamos cientes de nós mesmos, de nossos pensamentos e nosso mundo. Porém esse fenômeno não é exclusividade da nossa espécie. A física quântica propõe hoje uma nova visão de mundo que considera não a matéria como base da nossa experiência, mas sim a consciência. Tudo é consciência!

Dessa forma, nosso corpo é consciência manifestada na matéria. Tanto faz sentido que quando nos cortamos, sem nenhuma necessidade de controle racional, nosso corpo inicia um processo de reparo sobre o comando de uma inteligência muito a frente de qualquer computador.

Tal engenharia e arquitetura do corpo humano nos revela a magnitude dessa fonte criadora de tudo que há. Somos consciência corporificada, somos uma gota d’agua no oceano existencial. Ao longo da historia os religiosos chamaram essa consciência de Deus, aquele que tudo vê, tudo sabe e tudo controla. Os cientistas mais sensibilizados a chamam de natureza. Hoje em dia é comum ouvir termos como: destino, designer inteligente, criador, entre outros…. não importa qual palavra você use pra nomear o inominável, o importante é experimentar a essência contida nessas ideias.

Até há pouco tempo acreditava-se que o comando absoluto sobre os órgãos do corpo era exercido pelo cérebro, que desde o alto dirigia, por exemplo, a atividade intestinal. Contudo, hoje se sabe que o intestino tem o mesmo grau de importância que o cérebro cranial. Isso é assim, a ponto de que se fala de um segundo cérebro (e não é metafórico. O intestino é, literalmente, nosso segundo cérebro).

O que estou querendo dizer com tudo isso? O corpo humano possui em sua dinâmica de funcionamento as respostas que nosso pensamento anseia. O dinamismo sistêmico que constitui nosso corpo nos ensina constantemente sobre os desafios que vivenciamos fora de nós. Todos os nossos órgãos, endócrinas, músculos e ossos coexistem em uma sinfonia de cooperação entre eles. Não há essa lógica competitiva que escolhemos pra entender a nós mesmos e o mundo aqui fora.

Nosso corpo revela que todas as partes são importantes pra manutenção da saúde do ser, e cada parte tem seu valor e lugar de existência.

Todo o trabalho da religião passa pela tentativa de conscientizar os filhos de seus respectivos Deuses, do seu valor e lugar no universo, paraíso, lar, como preferir. Uma consciência que nossas partes do corpo já manifestam. Há ainda muito pra descobrir nos becos de nossas entranhas sobre nós mesmos e sobre a vida. E pra isso é necessário devolver ao corpo seu papel de protagonista da experiência e educar a mente pra servir e não controlar.

Nosso corpo é um sofisticado sistema de captação e produção de energias vivificadoras, e o papel da mente é canalizar e direcionar essas energias vitais que criam uma atmosfera energética que influenciam a realidade, que por sua vez se moldará de acordo com as nossa crenças. E as crenças que estabelecemos ao longa da nossa existência determinará a maneira como vamos encarar os fatos da vida e servirão de base para a escolha de como reagir e se comportar.

Quando adoecidos, podemos entender que a cura é do ente, pertence à pessoa. Vamos fazer um acordo, de sair da perspectiva vitimada, tudo bem?! Sabemos que as doenças não são ao acaso e que se entrelaçam ao nosso estilo de vida, sistemas de crenças e valores. Se considerarmos os sintomas e doenças como uma linguagem do corpo, quanto auto-conhecimento nossos desequilíbrios nos proporcionaria? E se tão rapidamente assumíssemos a responsabilidade, quantos milagres seriam possíveis? É nessa sabedoria inata que reside todo o potencial de transformação.

Partindo dessa perspectiva apresentada, te questiono, leitor, como chegar a alma sem antes existir num corpo?

O corpo, essa fonte de experiência por tantas vezes negligenciado ou renegado ao simples exercício de poder, busca hoje, em meio a tantos novos conceitos, o seu lugar enquanto ponte entre o céu e a terra!

É comum em situações desafiadores e dolorosas, as pessoas reagirem com comodismo ou revolta. Quando não compreendem a causa de certos acontecimentos justificam seu comodismo com crenças como: “Deus ou o destino quis assim”; “Não aconteceu porque não era pra ser”. Ideias como essas alimentam a vítima que vive em nós, que gostaria de responsabilizar o mundo menos a si mesmo. O “vitimismo” é, sem dúvida, o maior empecilho ao progresso da humanidade, é uma forma infantil de lidar com os fatos.

De que forma podemos compreender os acidentes, as situações problemáticas ou maravilhosas, se não cremos mais no acaso, se não responsabilizamos os outros e tampouco atribuímos à vontade divina ou aos imperativos da vida?

Qual a explicação para o que acontece nas nossas vidas?

A resposta é: VOCÊ É A CAUSA DE TUDO. Você é o centro da sua existência e senhor(a) de seu próprio destino.

Se abandonamos o pretexto de atribuir ao externo nossas frustrações internas, passamos a reconhecer em nós o referencial manifestador que cria a realidade, atraindo pra si tudo de bom ou ruim que acontece em nossas vidas.

Fora do corpo não há salvação!!!

Por Amanda Pinhopsicóloga, terapeuta corporal, facilitadora do curso de Anatomia Metafísica e corpo docente da Formação Massoterapia Integrativa.

CURSO DE ANATOMIA METAFÍSICA COM AMANDA PINHO

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“Estou amando o curso de Anatomia Metafísica. A apostila ficou sensacional e a Amanda Pinho…uau! Estou super feliz mesmo, superou qualquer expectativa” (Viviane)

Dias: 03, 05, 10/09 – matutino

⏰Horário: das 9h às 12h

Local: Instituto Atmo Danai, Ed. Brasil 21, SHS Qd. 6, Bl. C, Sl. 903

CONTEÚDO:
– Do que é formado o corpo?
• Anatomia celular e tecidos do corpo
• Consciência e os 5 sentidos
– As estruturas e o movimento : ação x reação
• Sistema ósseo
• Sistema muscular
– A relação com o ambiente : Eu x os Outros
• Sistema Respiratório
• Sistema Circulatório
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INVESTIMENTO: R$ 310 à vista / 2 x R$ 160 (aceitamos cheque, cartão, depósito).

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Estresse e amor próprio

Constantemente dizemos que estamos estressados com alguma situação em nossas vidas que está demandando mais de nós mesmos. Mas você sabe o quê de fato é estresse?

Essa resposta do corpo aos riscos e ameaças tem se transformado em um dos males da modernidade. Em uma situação de perigo, o corpo necessita de uma concentração de energia para ação. Essa informação é transmitida no corpo através de um coquetel hormonal que inclui o famoso cortisol, conhecido como o hormônio do estresse.

Nossos ancestrais quando iam pra caça de alimentos necessitavam de um corpo focado, atento aos perigos, e capaz de reagir criativamente pra uma situação de fuga/luta. Esse sistema de resposta do corpo é importante para nossa sobrevivência. Porém, o mundo mudou e não necessitamos mais dessa resposta de luta/fuga pra sobreviver entre os outros animais. Mas traçamos uma luta diária com nós mesmos, nossos pensamentos e emoções. Nos sentimos ameaçados pelas cobranças externas de trabalho, família, relacionamentos e etc.

As coisas e comportamentos mudam de perspectiva e significado de uma cultura para a outra, de uma época para a outra, mas quando falamos de distúrbios alimentares, como a anorexia, bulimia, ou as fobias, como a síndrome do pânico, e a depressão, seriam patologias novas? Sintomas de um mundo contemporâneo, ou seriam velhas questões humanas repaginadas?

A comida é para o corpo o que o amor é para a alma. Sem comida, o corpo fica fraco; sem amor, a alma fica fraca. A nossa cultura diz para amarmos os outros, a humanidade, Deus, amar a natureza, a esposa, o marido, os filhos, os pais. Mas se você não puder amar a si mesmo, de modo nenhum poderá amar o outro.

Não podemos condenar o amor-próprio como um egoísmo. Uma pessoa que ama a si mesma dá o primeiro passo em direção ao amor real. No exercício de amar a si mesmo reconhecemos nossos limites, nossas dificuldades, nossos medos, e é com esse auto-conhecimento que não nos permitimos mais entrar nas dinâmicas excessivas do cotidiano: trabalho em excesso, comida em excesso, álcool em excesso, entre tantos outros exageros que cometemos na tentativa de relaxar desse estresse gerado pela falta de auto-cuidado.

Nesse momento, o que você chama de amor está endereçado a alguém, confinado a alguém. E o amor não é um fenômeno que possa ser confinado. Você só pode tê-lo em suas mãos abertas, mas não em suas mãos fechadas. No momento em que suas mãos se fecham elas ficam vazias.

Não ame como se fosse uma obrigação, pois assim toda a alegria vai embora.

A humanidade tem vivido sob uma sombra de condenação. Não se condene. Se você se condena, como poderá amadurecer? Se você se condena, você não é capaz de reverenciar a existência dentro de você, e se você não pode reverenciar a natureza dentro de você, como irá reverenciar a existência nos outros?

Muito estresse é produzido a partir de um profundo sentimento de desconexão, e esse sentimento nos impulsiona a buscar a conexão fora de nós. Iniciamos uma peregrinação em busca de algo que não sabemos bem o que é. E se eu te contar que o que você tem buscado nesse tempo todo é um reencontro com você? E que você já está aqui, não há necessidade de buscar nada, apenas desfrutar e tornar-se parte do todo, cultivando o respeito pelo sagrado que reside dentro de você.

Ame a si mesmo … essa pode se tornar a base para a transformação. No dia que você se livrar de toda a auto-condenação, auto-desrespeito, e da ideia de pecado original, será capaz de reconhecer a si mesmo como ser valioso e amado pela existência, será um dia de grande benção e de muito relaxamento.

Crie uma energia amorosa à sua volta. Ame o seu corpo, ame a sua mente, ame todo o seu organismo. Amar significa aceitar como é. Se você não se amar, como será capaz de olhar nos seus próprios olhos?

Muitas pessoas estão vivendo de forma inconsciente, elas são estão conscientes do que estão dizendo, do que estão fazendo; elas não estão se observando. É isso que o excesso de atividades e demandas externas fazem conosco, nos tira a possibilidade de observarmos a nós mesmos.

No momento, você não consegue se ver nem mesmo de olhos abertos. Você conclui, supõe, impõe e projeta.

As pessoas ficam supondo e não conseguem ver, não tem discernimento. Observar é meditar. Fique atento, fique alerta, não continue funcionando como uma maquina, um robô, é assim que muitas pessoas estão vivendo.

Meditação significa colocar a mente pessoal de lado, essa que tem nome e endereço, de tal forma que ela não mais interfira na realidade e você possa ver as coisas como elas são e não como você esperava que fosse.

Ao amar a si mesmo, você se desprenderá do que a sociedade implantou em você. Você se tornará livre dos condicionamentos que produzem tanto estresse no corpo. A alma se elevará mais e mais alto. À medida que você se torna mais observador começa a ter asas – então, todo o céu é seu!

Por Amanda Pinhopsicóloga, terapeuta corporal, facilitadora do curso de Anatomia Metafísica e corpo docente da Formação Massoterapia Integrativa.

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Respiração: amor e poder

A respiração é um indicador essencial daquilo que está acontecendo internamente e expressa o nosso estado emocional. Logo, o equilíbrio da energia emocional está intrinsecamente ligado ao da respiração, eles são inseparáveis.

O ritmo respiratório relaxado constrói um senso de concentração. Consideramos uma pessoa “centrada” quando ela está ligada ao ritmo de sua respiração. A rigor, o centro gravitacional do corpo se encontra no hara, duas polegadas abaixo do umbigo.

Quando uma pessoa está flutuando na água, por exemplo, seu peso é distribuído para todos os lados deste ponto. Se estiver ansiosa, quebrará o ritmo da respiração, criando uma contração e afundando, pois a ligação com o seu centro se perdeu.

A respiração tem um ritmo semelhante ao do mar. Se sintonizarmos nossos ouvidos, podemos ver as ondas subindo e descendo no abdômen e no peito, podemos ouvir o som da inspiração e da expiração, podemos colocar nossas mãos na superfície do corpo e sentir os seus movimentos. Durante a inspiração, o tronco se expande e um impulso de alongamento sobe pela espinha. Durante a expiração, a pessoa fica menor e mais baixa. Expirar é ceder e liberar. Inspirar é encher e conter.

 

A respiração pode ser uma expressão da espontaneidade ou um reflexo do condicionamento do caráter. A maneira como uma pessoa respira revela um ritmo e um bem-estar interior ou demonstra tensão, desconforto, pressão e intranquilidade.

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O centro emocional de uma pessoa é sentido no coração e o centro energético no hara. Se o diafragma está relaxado, estes dois centros estão em conexão, mas se estiver tenso, a ligação é rompida. A pessoa poderá se sentir ligada ao coração e, ao mesmo tempo, senti-lo sem o suporte da energia da metade inferior do corpo. Por outro lado, a pessoa pode sentir poder e vitalidade no centro do hara e estar contraída, vazia e fria no coração.

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Podemos chamar estes centros de “centro do amor” e “centro do poder”. Quando eles se separam, temos amor sem poder ou poder sem amor. Quando a ligação do diafragma se abre, a pessoa está centrada no poder do amor.

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O centro do coração está relacionado à respiração torácica, o centro do hara, à respiração abdominal. Na respiração torácica enche-se o peito e o mesmo é mantido na posição inflada. Os sentimentos são retidos, criando uma sensação de “supercontenção”, há um medo de expirar completamente, pois é o mesmo que morrer, dissolver limites e expressar-se mais espontaneamente.

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Paradoxalmente, esta sensação de pressão torácica realmente cria um risco de morte, já que a respiração inspiratória superinflada está frequentemente associada a personalidades do tipo rígida, que tem propensão à pressão alta e a ataques do coração. O coração se sente enjaulado. Uma pessoa assim, quando fica emocionada, tende a reprimir as emoções. Essa pressão, aliada à rigidez peitoral, aumenta o risco de fadiga no coração.

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A tendência de “supercontenção” no abdômen é frequentemente encontrada em pessoas que aprenderam a engolir e conter seus sentimentos, são personalidades “masoquistas”. Elas criam uma forte pressão no abdômen para impedir que sentimentos ruins venham à tona. O oposto deste padrão masoquista é encontrado em pessoas que sofrem de histeria ativa. Elas, geralmente, tem dificuldade de se conter e se identificam com a expiração.

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A expiração traz em si um grito, um gemido, ou alguma expressão emocional. Pode-se notar, a partir de uma observação mais profunda, a falta de contato com a inspiração. Pessoas em processos de histeria perdem facilmente seu senso de concentração. A barriga se agita e tende a ser mantida em deflação. Neste caso, ajudar essa pessoa a entrar em contato com a inspiração no abdômen, para que ela possa construir um senso de concentração e contenção, é parte fundamental do trabalho terapêutico.

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Pessoas dependentes e muito carentes, com estrutura de caráter “oral”, lutam ao levar ar para dentro, assim como apresentam uma inibição no ato de sugar e de tocar. A pessoa aparenta estar, ou se sente, vazia e fraca. Essa sensação de subnutrição provoca uma inspiração abdominal e peitoral insuficientes. Isso a mantém num estado metabólico baixo, que sustenta a sensação de deficiência.

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Quando Reich começou a ajudar seus pacientes a prestar atenção na respiração, observou que muitas pessoas apresentavam a tendência inspiratória. Ele se concentrou, principalmente, na importância da expiração e da liberação emocional, mas as experiências revelaram que muitas pessoas precisam aprofundar também a inspiração.

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Um dos processos menos entendidos por aqueles que trabalham com a respiração é o da hiperventilação. Os sinais de hiperventilação podem ser facilmente detectados: a pessoa acelera a respiração ou prolonga a expiração e tenderá a ser pouco ativo ou pouco expressivo. Depois de algum tempo, seus dedos começarão a ter cãibras e o corpo inteiro irá se enrijecer.

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Os sintomas da hiperventilação são, nos primeiros estágios, um formigamento suave, que pode ser agradável, mas que se torna desagradável, seguido de sensações de tensão, dor e insensibilidade, primeiro nos dedos, talvez nos lábios e na língua, com resultante dificuldade de falar. Há uma constante sensação de tontura ou irrealidade, pânico ou confusão, acompanhada de uma pressão ou tensão no abdômen.

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O que causa essa hiperventilação é a perda de dióxido de carbono. A respiração “super acelerada”, ou expiração forçada, acarretam uma liberação excessiva desta substância. O nível de dióxido de carbono no sangue cai, tornando o Ph sanguíneo alcalino. Essa alcalinidade ocasiona um desequilíbrio de cálcio nos músculos e nervos. Esse desequilíbrio de cálcio causa um rápido disparo dos sinais emitidos pelos nervos para os músculos, que com isso se contraem e começam a entrar num estado de tetania, começando pelas regiões periféricas (dedos das mãos e dos pés, lábios e nariz). Muitas pessoas entram neste estado espontaneamente quando se encontram numa situação de muita ansiedade. A maneira de sair da hiperventilação é inspirar mais profundamente, o que restaura o equilíbrio entre oxigênio e o dióxido de carbono na respiração.

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O mecanismo central comum a todos os tipos de “couraça” é um distúrbio respiratório. Quando lidamos com o centro do corpo, lidamos com a respiração e com os ritmos emocionais. O equilíbrio entre a inspiração e a expiração é o mesmo equilíbrio entre a retenção e a liberação emocional.

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Quando Wilhelm Reich descobriu o papel fundamental da respiração inibida em todas as personalidades neuróticas, ele descreveu essa descoberta como “penetração no reino vegetativo”. Isso o levou a investigar os domínios escondidos no interior do corpo, a pulsação da vida através das artérias, as batidas do coração, o fluxo de secreções das glândulas e a pulsação peristáltica do intestino. Sempre que havia distúrbios respiratórios crônicos, ele encontrava distúrbios nesses ritmos internos, bloqueios à suave e harmoniosa pulsação do sistema orgânico interno.

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Quando enfrentam uma situação temporária de emergência, os animais experimentam estados agudos de estresse, durante os quais esses ritmos metabólicos são alternados ou interrompidos. Eles só conseguem retornar aos ritmos suaves quando alcançam um estado de relaxamento e bem-estar, assim que o desafio ou a ameaça são eliminados. Os seres humanos, desde os primeiros momentos da vida, são frequentemente expostos a situações duradouras de tensão. A exemplo: as difíceis condições de uma educação castradora, super protetora ou frustrante, um bebê que é deixado desnecessariamente chorando durante horas, uma criança que se sente culpada por não controlar suas funções fisiológicas ou que apanha e é humilhada.

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Todas estas são situações temporárias de emergência, onde tudo é normalizado em pouco tempo. Mas essas crianças, quando crescem, ficam condicionados a reprimir ou distorcer seus sentimentos naturais, podendo acarretar um estresse crônico. Durante um tratamento terapêutico, à medida que as emoções bloqueadas são liberadas e os músculos tensos desistem da sua função defensiva, movimentos espontâneos ocorrem nos sistemas musculares esquelético e liso. A relação existente entre as principais camadas musculares esqueléticas e os músculos lisos do sistemas orgânicos internos do corpo é muito complexa.

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Em 1933, Reich descobriu que, num determinado ponto do trabalho terapêutico, os tremores musculares espontâneos, que eram liberados quando os músculos desistiam da sua carga energética aprisionadora, começavam a se unir numa pulsação rítmica do corpo, totalmente involuntária, por causa de sua semelhança com os movimentos orgásticos. Ele denominou essa pulsação, esse reflexo corporal espontâneo que ocorre como resposta a um relaxamento profundo, de “reflexo de orgasmo”.

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Normalmente, quando está carregada de energia, a pessoa é induzida a agir, e na ação prevalecem a tensão da concentração e o uso dos músculos voluntários. Por outro lado, as pessoas geralmente se deitam e relaxam quando estão cansadas e precisam se recarregar, pois o nível de energia está baixo. A terapia bioenergética, por sua vez, apresenta uma situação em que uma forte carga e uma alta excitação (da liberação emocional) ocorrem simultaneamente com o relaxamento muscular. Se já tiver sido resolvido os bloqueios energéticos no corpo, o reflexo do orgasmo ocorre, como um reflexo da liberação energética.

Por Atmo Danai