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Desafio à imobilidade

Ficamos encantados com os movimentos belos e harmônicos do corpo humano. Este possui um leque de possibilidades gestuais que vão além dos objetivos funcionais e mecânicos. Os movimentos humanos estão conectados ao seu universo afetivo e cultura.

Você já reparou na quantidade de movimentos que realiza ao longo do dia? Até para respirar, podemos estar numa postura estática, deitados na cama, ou sentado sobre uma poltrona confortável, que internamente uma sinfonia de movimentos acontecem dentro do nosso corpo para que o ar entre e saia de nossos pulmões. 

Não é só no nosso corpo, mas a natureza também revela a supremacia do movimento, desde aqueles mais óbvios, como as ondas do mar, como aqueles invisíveis aos olhos, como os movimentos das raízes por baixo da terra. 

O corpo, para que este se mantenha saudável, necessita estar em movimento. Vida é sinônimo de movimento, que é sinônimo de ação.  A imensa quantidade de movimentos experimentados desde o nascimento é uma preciosa ferramenta a serviço da nossa experiência humana. 

A seleção dos movimentos acontece pelo registro dos gestos mais utilizados, mais repetidos, que pouco a pouco se inscrevem no cérebro como uma mapa.    

Quando criança nossa consciência corporal é bastante afinada e é notória a elegância dos movimentos que produzimos, a medida que vamos adquirindo hábitos e padrões de comportamentos vamos alterando essa consciência e toda a elegância se transforma em gestos e posturas disfuncionais. 

Nosso corpo revela que para mantermos a elegância do movimento é necessário preservar a democracia desempenhada pela musculatura.  Os músculos cumprem uma função de nos movimentar por meio de deslocamentos, posturas e uma secessão de gestos. 

Um corpo harmonioso estabelece uma democracia entre os seus músculos, permitindo cada grupo muscular agir através da reciprocidade, num relacionamento fraterno. Aos músculos está reservada a consciência do diálogo, dando possibilidade para que a alma se manifeste em sentimento, pensamento e linguagem. 

Ao longo do tempo vamos adquirindo hábitos que enfraquecem a democracia muscular e impomos uma ditadura a um determinado grupo em detrimento de outro. Quando isso acontece passamos a sentir dores e desconfortos naqueles músculos que estão sobrecarregados. Com isso vamos perdendo toda a elegância e mobilidade. 

O corpo não é um mero serviçal que apenas realiza o que a mente determina, mas é também mente em si mesmo. O maior desafio para o entendimento disso é a ideia tão arraigada de que corpo e mente são separados.  O corpo utiliza os sentidos e os movimentos como mediadores entre o indivíduo e o mundo. O movimento determina todos os processos vitais, em todas as dimensões, sejam elas vegetativas ou cognitivas. Toda comunicação humana implica em algum tipo de movimento. 

A partir do trabalho com o movimento muscular temos uma chave preciosa para alterar padrões cognitivos e modificar os padrões considerados disfuncionais ou inadequados. 

Dessa forma, estou tentando trazer luz ao conceito de corpo como produtor e produto da cognição. O aprendizado envolvendo todo o corpo do indivíduo criará ordens de pensamentos ao mesmo tempo que a ação corporal e a cognição se estruturará, não como um fenômeno separado mas, vinculado ao corpo. 

Para cada tipo de dor e parte do corpo adoecida, teremos padrões de movimentos e posturas razoavelmente típicos. Mesmo que a fala do indivíduo esteja confusa, seu corpo não se engana e mostrará através de seus movimentos o que acontece naquele organismo que talvez o indivíduo não consiga traduzir em palavras. 

Nos caminhos paralelos entre medicina e educação foi se tornando cada vez mais claro o papel do corpo como o primeiro e o mais importante meio de comunicação que o ser humano possui. Esse corpo que não é visto mais como um aglomerado de moléculas e reações químicas e sim um conjunto de ações que se organizam por meio de comunicações em vários níveis. 

O trabalho corporal deve se utilizar de exercícios simples baseados nos princípios neurológicos de equilíbrio, tônus muscular, ritmo, deslocamentos espaciais, com o intuito de reeducar os movimentos e criar novos padrões de ordenação mental.

Infelizmente, em consequência aos equívocos culturais, a atividade corporal como meio de comunicação vem sendo negligenciada e sucumbindo o aprendizado a um conceito exclusivamente abstrato e simbólico.

É clara a existência de outros mecanismos corporais agindo como organizadores da consciência e do raciocínio, do saber e do sentir, da experiência de existir e da experiência de existência de tudo que nos cerca.

Quando realizamos alguma atividade física desejando modificar o corpo, é bastante comum que façamos movidos por um sentimento imediatista , preocupados com as dores e a aparência. Não importa os equívocos que tenhamos cometidos ao longo da nossa história, o movimento sempre poderá ser remodelado e os riscos, minimizados. 

Portanto, podemos afirmar que, o sedentarismo é o pai de todos os males. No nosso mundo moderno, 90% das profissões são realizadas sentadas em uma cadeira de escritório. Nosso corpo foi projetado para o movimento, não faz sentido alimentarmos uma cultura que negligencia a atividade física, ou a reduz a condição estética. É importante levarmos a nossa atenção aos movimentos que realizamos ao longo da nossa vida.

Nosso estilo de vida excessivo e veloz nos rouba consciência corporal e nos lança numa espiral de demandas e obrigações. No meio disso tudo o corpo é apenas aquele que nos leva pra cumprir tais papéis. Com pouca consciência nos abandonamos em posturas, gestos e comportamentos disfuncionais. Alteramos os fluxos de energia do corpo e a circulação de nossas águas através de hábitos que reduzem a longevidade e qualidade de vida. 

Mova a sua mente. Movimente-se!                                                                         

Por Amanda Pinho – Psicóloga, Terapeuta Corporal, facilitadora do curso de Anatomia Metafísica e corpo docente da Formação Massoterapia Integrativa.

Fonte: Reeducação do Movimento – Instituto Ivaldo Bertazzo

O Ayurveda e a nossa imunidade

A visão do Ayurveda de um corpo forte e saudável está retratada em escrituras muito antigas e que sempre serão sábias referências se quisermos tornar os princípios desta ciência milenar aplicáveis em nossa vida de forma simples e eficaz. 

Para o homem ocidental, que em geral pauta a sua vida por objetivos profissionais, colocando em segundo plano atividades de bem estar (família, amigos, alimentação, exercícios e meditação), passar um tempo descansando, sozinho ou em silêncio, via de regra, tende a produzir sentimento de culpa e a sensação de estar sendo improdutivo, dificultando a compreensão de que, justamente, são nos momentos em que o organismo se sente cansado e sobrecarregado é que se abre a oportunidade para refletir e cocriar novas rotinas, lançar novos objetivos e desafios e equilibrar as áreas da vida, dando um maior valor à preservação da saúde em todos os níveis, por meio da adoção de hábitos mais que recomponham a vitalidade e as defesas do corpo.

Mas como podemos nos fortalecer e ter uma imunidade forte?

Todos nós queremos ser saudáveis e resistentes, ou mesmo imunes, às doenças. Contudo, costumamos esquecer que, antes de mais nada, elas são consequências diretas do nosso estilo de vida, das escolha que fazemos, da nossa alimentação, dos cuidados de higiene, do sono, da nossa relação com o trabalho, com as pessoas, etc. À luz do Ayurveda, somos um complexo de corpos que precisam se manter em harmonia e, para tanto, precisamos perceber e atender nossas reais necessidades, ter consciência de quem somos, da nossa natureza e a relação que precisamos ter com o meio ambiente e tudo o que nos cerca.

O Ayurveda trata a causa raiz dos nossos desequilíbrios. Para esse milenar sistema medicinal, cada indivíduo é único, e contar com um apoio profissional no tratamento de problemas específico é importante para que se consiga empreender o processo de cura e autoconhecimento de forma direcionada e efetiva, resultando no aumento da energia vital e da força imunológica, sem as quais dificilmente manteremos um corpo saudável e apto à realização de mudanças positivas na nossa vida.

Criar estratégias que sejam acessíveis, por meio de recomendações simples e pontuais, é parte de um tratamento, cujo ponto de partida é organização de hábitos e rotinas. O Ayurveda parte do princípio de que o nosso organismo é inteligente, de forma que orientações aparentemente simples, aliadas a práticas terapêuticas adequadas, habilitam nossa própria fisiologia a promover e proteger a nossa saúde.

Ayurveda: o que mais devemos compreender?

De acordo com o Ayurveda, a imunidade forte é, antes de mais nada, o produto de uma boa digestão, que resulta de um funcionamento hepático de qualidade e um sistema endócrino/hormonal equilibrado. A imunidade também está muito ligada a uma substância misteriosa chamada “ojas”, palavra sânscrita que significa “vigor, vitalidade a força da vida em nós”.

No entanto, no corpo, o “ojas” é um aspecto extremamente sutil e de difícil definição, mas que tem íntima relação com a imunidade, não sendo exagero afirmar que sua força determina quais fatores e influências, internas ou externas, podem causar doenças nos indivíduos.

Sendo assim, é necessário termos uma compreensão ainda que panorâmica sobre este aspecto dentro da abordagem ayurvédica e da sua importância para o fortalecimento do sistema imunológico. 

imagem do Curso de Formação AYURVEDA CLÁSSICO 

Ojas – o que é?

Ojas é a essência sutil positiva de kapha – aquela que dá ao corpo força, vigor, vitalidade e imunidade. É a essência, o suprassumo, de todos os tecidos corporais e o produto final da digestão perfeita.

Ojas é o resultado direto da qualidade do agni (poder de digerir e metabolizar), um agni forte produz ojas saudáveis, enquanto um agni prejudicado dificulta a produção e a sua qualidade. Em um contexto mais amplo, ojas também é afetado por traumas passados, escolhas de estilo de vida, níveis de estresse, qualidade de nossos relacionamentos e estado geral de consciência. Ojas é naturalmente rico em soma (a forma mais sutil da matéria), podendo se tornar consciência.

Quando temos um ojas saudável, podemos promover um estado de bem-aventurança. Ele é protegido quando somos capazes de viver o momento presente com consciência pura e desapegada. Por outro lado, ojas poderá diminuir e secar quando nos esforçamos em excesso, estamos estressados, contraídos ou egoístas. Ele também protege o prana, a força vital que anima cada um de nós.

Vivemos um momento singular e muito importante para potencializar os ojas em nosso organismo.

O planejamento de estratégias terapêuticas que protegem os ojas sustentam a saúde ideal em todos os nossos sistemas e são indicadas para serem realizadas a qualquer momento. Todavia, existem momentos em que podemos estar mais vulneráveis, ocasiões em que necessitaremos dar maior atenção a este aspecto, tais como:  

  • Quando estamos acometidos por alguma doença;
  • Estresse excessivo;
  • Mudanças de estações;
  • Períodos de gripes e infecções virais;
  • Períodos de tratamentos rejuvenescedores ou de desintoxicação;
  • Mudanças nas rotinas e hábitos;
  • Acontecimentos novos e importantes na vida, pessoal, profissional, perdas, separações, mudanças, gravidez, maternidade, etc.

Como proteger Ojas e reforçar a imunidade

Quando ojas é afetado, todos os aspectos da nossa vida são também. Algumas recomendações importantes e potentes para promover ojas e, consequentemente, fortalecer a imunidade são as seguintes:

  • Apoie a imunidade com uma dieta personalizada e de qualidade, dando importância a uma digestão saudável, isto é, que aumente agni (o poder de digerir). Retire de sua dieta os estimulantes, como o açúcar refinado e alimentos quimicamente processados, e aprenda combinar alimentos.
  • Respeite o momento das refeições com silêncio e harmonia. Isto também fortalece e promove agni e consequentemente ojas;
  • Inclua o uso de alho na dieta, pois este acorda agni, mantém a temperatura do corpo, dá força aos pulmões e ajuda a destruir e eliminar as toxinas, sendo assim, ajuda o sistema imunológico, eliminando bactérias nocivas e preservando a flora natural;
  • Tenha um sono equilibrado, pois ele é extremamente importante para o sistema imunológico, a privação do sono compromete severamente a imunidade. Existem estudos que, inclusive, associam a sua relação com o aumento o câncer; 
  • Administre e reduza o estresse. O excesso de estresse é extremamente prejudicial para a nossa resposta imune, os hormônios ativados pelo estresse debilitam em muito o sistema imunológico, realocando recursos vitais para garantir nossa sobrevivência imediata.
Respiração, meditação, hábitos saudáveis que são ensinados aqui nos cursos.

Agora, aprenda e conheça novas ferramentas úteis para utilizar em situações e relacionamentos desafiadores.

  • Tenha uma rotina diária organizada com práticas benéficas, de acordo com a sua biotipologia;
  • Tenha regularidade e ritmo nas suas atividades para adaptar a fisiologia do organismo aos novos hábitos. O Ayurveda recomenda uma rotina diária para todos. Como as rotinas diárias ajudam a acalmar o sistema nervoso e a aliviar o estresse, poderão auxiliar na preservação da imunidade. Estabelecer um compromisso com a rotina fornecerá ao sistema nervoso vários pontos de referência tranquilizadores ao longo do dia, acalmando o nosso sistema, criando com o tempo previsibilidade e segurança para estimular o rejuvenescimento e preservar a função imunológica;
  • Pratique atividade física adequada, fazendo exercícios que ajudem a liberar a tensão acumulada, a mover a energia mental e emocional parada e a melhorar a circulação. A atividade física melhora a nossa a digestão e desintoxica o corpo, incentivando a correta eliminação, além de promover um sono reparador. Quando fazemos exercícios inadequados e em excesso também podemos comprometer nosso sistema imunológico. Adote uma caminhada diária de vinte minutos é excelente para todo o nosso sistema;
  • Adote práticas de meditação e tratamentos ayurvédicos. No Ayurveda há uma série de terapias sutis que ajudam a cultivar a consciência, além de limpar os nadis (canais energéticos), digerir ama (toxinas) e aliviar o estresse, melhorando a qualidade de ojas e consequentemente a imunidade do corpo.
  • Pranayama, o prana, a respiração vital, é a essência sutil da força da vida que nos anima, está em todas as células e tecidos de todo o corpo e é transportado e estimulado pela respiração. O prana que absorve restaura a fluidez e a vitalidade dos sutis canais de energia do corpo, libera a tensão acumulada e apoia o sistema nervoso como um todo,  o tempo todo digerindo e eliminando estagnação e ama. Uma ótima indicação, quando o estresse é o principal fator que compromete o sistema imunológico, é o Nadi Shodhana (respiração alternada das narinas).

Yoga

O yoga ajuda a dissipar a tensão, movimenta o prana, limpa a estagnação e incentiva a fluidez nos tecidos, no corpo sutil e nas esferas mentais e emocionais.

Meditação

A meditação tem o poder de reconfigurar o nosso cérebro, nos ajudando a cultivar uma consciência passiva, acalma o sistema nervoso, diminui o estresse estimulando uma resposta mais saudável a situações estressantes.

Quais são as plantas utilizadas no Ayurveda que ajudam o nosso Sistema Imunológico? 

  • Açafrão – fortalece e reforça o sistema imunológico, ajuda a purificar o sangue, fortalece a digestão e elimina toxinas naturais do trato digestivo;
  • Gengibre – estimula o sistema imunológico, acende o fogo digestivo, queima ama, promove a expectoração saudável, limpa o sangue e a linfa, estimula a circulação e a transpiração saudáveis ​​e remove o excesso de toxinas dos pulmões;
  • Limão – tem ação de depurar, desintoxicar e alcalinizar o sangue, fortalecendo o sistema imunológico e circulatório, é considerado um antibiótico e antiviral;
  • Tulsi – esta planta é reverenciada na Índia e normalmente é mantida dentro e fora de casa por possuir propriedades profundamente purificadoras. Tulsi remove o excesso de toxinas dos pulmões e do trato respiratório, promovendo a circulação saudável e a digestão forte, ajuda a manter uma temperatura adequada no corpo.
  • Gargarejos de ervas e spray de garganta – são excelentes para tratar os primeiros sinais de estresse, pois a garganta é um dos locais onde o nosso sistema imunológico pode apresentar características de desequilíbrios como sintoma. As ervas sugeridas são: gengibre, alcaçuz, açafrão, erva-doce, cravo, etc. Estas ervas poderão lubrificar, acalmar, limpar inflamações, melhorar a voz, além de ajudar a fortalecer o sistema imunológico.
  • Chyavanprash – é uma geleia tradicional de ervas ayurvédica, feita à base de frutas de amalaki, sendo uma fórmula de equilíbrio que estimula o agni, ajuda a proteger o corpo contra o estresse e fortalece o sistema imunológico.

As substâncias como o leite, ghee e o mel, funcionam como carreadores no nosso organismo, isto é, veículos transportadores que ajudam a fornecer os princípios ativos das ervas em nossos tecidos.  

O Instituto Atmo Danai tem no Ayurveda a sua principal linha terapêutica  e dispõe de profissionais qualificados, que poderão orientar tratamentos voltados para fortalecer a saúde, além de aulas de yoga, meditação e cursos de formação terapêutica.

Texto escrito por Atmo Danai (diretora, terapeuta corporal, educadora física, mestra em reiki, terapeuta ayurveda)

Reprodução: protegido por direitos autorais – se for compartilhar, por gentileza, citar a fonte. 



Dinacharya: rotinas diárias para uma vida saudável

De acordo com o Ayurveda, os meios e métodos para se viver uma vida saudável são chamados de Dinacharya ou Rotinas Diárias. O Ayurveda recomenda, que para se ter uma saúde equilibrada e integral, deve-se dar atenção aos hábitos diários, durante o dia, a noite e também nas estações do ano. Esses hábitos fortalecem e desintoxicam o corpo e a mente, além de aumentar a energia vital.

Nesse sentido, compilamos alguns dos principais rituais diários, de acordo com o Ayurveda, e disponibilizamos em um e-book com 18 páginas.

O que você vai ver neste e-book:

– Cuidados pessoais: higiene, uso de óleos, massagens;
– Receitas Ayurvédicas: leites, sucos, mingaus, panquecas;
– Comportamento e boa conduta, de acordo com os textos védicos.
– Meditação e oração.

Clique no botão abaixo para fazer o download do E-book gratuito “Dinacharya” (por Atmo Danai). 

Conheça os nossos cursos com ênfase no AYURVEDA – matrículas abertas para turmas 2020 (início – fevereiro):

Corpo e espiritualidade

Conhecer o próprio corpo é um passo muito importante para conhecer a si mesmo. Reconhecer como o corpo se sustenta, como se apoia, seus encaixes e marcas é fundamental para assumirmos a responsabilidade pela vida que vivemos. Todas as experiências que vivemos, as agradáveis e desagradáveis, ficam registradas em nossos tecidos e quando nos movemos na vida, essas memórias nos ajudam a criar coerência no nosso existir.

Segundo a ótica da anatomia metafísica, todo organismo é regulado por aquilo que sente. As condições internas se resumem, praticamente, às nossas emoções, que são determinantes na coordenação das funções corporais. As emoções são muito abrangentes e praticamente definem nossa manifestação na vida. Existem emoções agradáveis, como as causadas pela simpatia, afetividade, ternura, etc., e as desagradáveis, como a raiva, tristeza, medo e etc. As emoções são responsáveis pelos processos somáticos. Ou seja, elas transmitem para o corpo os nossos sentimentos. Por isso, sentir-se bem fará com que o corpo permaneça saudável.

Ao longo dos séculos, o homem acreditou entender mais sobre o corpo do que realmente entende. Apesar do grande acúmulo de conhecimento sobre os processos anatômicos e fisiológicos do corpo, nós temos a tendência de superestimar nossas habilidades. Todos os dias surgem mais evidências da complexidade do corpo-mente. O imenso número de inter-relações entre os componentes do corpo físico, as relações dentro dos sistemas energéticos, os fatores ambientais e componentes mentais e emocionais criam uma sinfonia complexa de relações que estamos apenas começando a vislumbrar.

O verdadeiro problema que o corpo enfrenta está na maneira em que nosso estilo de vida, cultura e tecnologia interfere nos seus processos naturais, comprometendo as redes de comunicação que lhe permite coordenar bilhões de atividades sincronizadas por segundo, necessárias pra manter o estado saudável.

Nosso estilo de vida excessivo e veloz nos rouba consciência corporal e nos lança numa espiral de demandas e obrigações.

No meio disso tudo o corpo é apenas aquele que nos leva pra cumprir tais papéis. Com pouca consciência nos abandonamos em posturas, gestos e comportamentos disfuncionais. Alteramos os fluxos de energia do corpo e a circulação de nossas águas através de hábitos que reduzem a longevidade e qualidade de vida.

A presença constante de pensamentos é a evidencia mais óbvia da consciência – de que estamos cientes de nós mesmos, de nossos pensamentos e nosso mundo. Porém esse fenômeno não é exclusividade da nossa espécie. A física quântica propõe hoje uma nova visão de mundo que considera não a matéria como base da nossa experiência, mas sim a consciência. Tudo é consciência!

Dessa forma, nosso corpo é consciência manifestada na matéria. Tanto faz sentido que quando nos cortamos, sem nenhuma necessidade de controle racional, nosso corpo inicia um processo de reparo sobre o comando de uma inteligência muito a frente de qualquer computador.

Tal engenharia e arquitetura do corpo humano nos revela a magnitude dessa fonte criadora de tudo que há. Somos consciência corporificada, somos uma gota d’agua no oceano existencial. Ao longo da historia os religiosos chamaram essa consciência de Deus, aquele que tudo vê, tudo sabe e tudo controla. Os cientistas mais sensibilizados a chamam de natureza. Hoje em dia é comum ouvir termos como: destino, designer inteligente, criador, entre outros…. não importa qual palavra você use pra nomear o inominável, o importante é experimentar a essência contida nessas ideias.

Até há pouco tempo acreditava-se que o comando absoluto sobre os órgãos do corpo era exercido pelo cérebro, que desde o alto dirigia, por exemplo, a atividade intestinal. Contudo, hoje se sabe que o intestino tem o mesmo grau de importância que o cérebro cranial. Isso é assim, a ponto de que se fala de um segundo cérebro (e não é metafórico. O intestino é, literalmente, nosso segundo cérebro).

O que estou querendo dizer com tudo isso? O corpo humano possui em sua dinâmica de funcionamento as respostas que nosso pensamento anseia. O dinamismo sistêmico que constitui nosso corpo nos ensina constantemente sobre os desafios que vivenciamos fora de nós. Todos os nossos órgãos, endócrinas, músculos e ossos coexistem em uma sinfonia de cooperação entre eles. Não há essa lógica competitiva que escolhemos pra entender a nós mesmos e o mundo aqui fora.

Nosso corpo revela que todas as partes são importantes pra manutenção da saúde do ser, e cada parte tem seu valor e lugar de existência.

Todo o trabalho da religião passa pela tentativa de conscientizar os filhos de seus respectivos Deuses, do seu valor e lugar no universo, paraíso, lar, como preferir. Uma consciência que nossas partes do corpo já manifestam. Há ainda muito pra descobrir nos becos de nossas entranhas sobre nós mesmos e sobre a vida. E pra isso é necessário devolver ao corpo seu papel de protagonista da experiência e educar a mente pra servir e não controlar.

Nosso corpo é um sofisticado sistema de captação e produção de energias vivificadoras, e o papel da mente é canalizar e direcionar essas energias vitais que criam uma atmosfera energética que influenciam a realidade, que por sua vez se moldará de acordo com as nossa crenças. E as crenças que estabelecemos ao longa da nossa existência determinará a maneira como vamos encarar os fatos da vida e servirão de base para a escolha de como reagir e se comportar.

Quando adoecidos, podemos entender que a cura é do ente, pertence à pessoa. Vamos fazer um acordo, de sair da perspectiva vitimada, tudo bem?! Sabemos que as doenças não são ao acaso e que se entrelaçam ao nosso estilo de vida, sistemas de crenças e valores. Se considerarmos os sintomas e doenças como uma linguagem do corpo, quanto auto-conhecimento nossos desequilíbrios nos proporcionaria? E se tão rapidamente assumíssemos a responsabilidade, quantos milagres seriam possíveis? É nessa sabedoria inata que reside todo o potencial de transformação.

Partindo dessa perspectiva apresentada, te questiono, leitor, como chegar a alma sem antes existir num corpo?

O corpo, essa fonte de experiência por tantas vezes negligenciado ou renegado ao simples exercício de poder, busca hoje, em meio a tantos novos conceitos, o seu lugar enquanto ponte entre o céu e a terra!

É comum em situações desafiadores e dolorosas, as pessoas reagirem com comodismo ou revolta. Quando não compreendem a causa de certos acontecimentos justificam seu comodismo com crenças como: “Deus ou o destino quis assim”; “Não aconteceu porque não era pra ser”. Ideias como essas alimentam a vítima que vive em nós, que gostaria de responsabilizar o mundo menos a si mesmo. O “vitimismo” é, sem dúvida, o maior empecilho ao progresso da humanidade, é uma forma infantil de lidar com os fatos.

De que forma podemos compreender os acidentes, as situações problemáticas ou maravilhosas, se não cremos mais no acaso, se não responsabilizamos os outros e tampouco atribuímos à vontade divina ou aos imperativos da vida?

Qual a explicação para o que acontece nas nossas vidas?

A resposta é: VOCÊ É A CAUSA DE TUDO. Você é o centro da sua existência e senhor(a) de seu próprio destino.

Se abandonamos o pretexto de atribuir ao externo nossas frustrações internas, passamos a reconhecer em nós o referencial manifestador que cria a realidade, atraindo pra si tudo de bom ou ruim que acontece em nossas vidas.

Fora do corpo não há salvação!!!

Por Amanda Pinhopsicóloga, terapeuta corporal, facilitadora do curso de Anatomia Metafísica e corpo docente da Formação Massoterapia Integrativa.

CURSO DE ANATOMIA METAFÍSICA COM AMANDA PINHO

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Dias: 03, 05, 10/09 – matutino

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Local: Instituto Atmo Danai, Ed. Brasil 21, SHS Qd. 6, Bl. C, Sl. 903

CONTEÚDO:
– Do que é formado o corpo?
• Anatomia celular e tecidos do corpo
• Consciência e os 5 sentidos
– As estruturas e o movimento : ação x reação
• Sistema ósseo
• Sistema muscular
– A relação com o ambiente : Eu x os Outros
• Sistema Respiratório
• Sistema Circulatório
• Sistema Digestivo
• Sistema excretor
– Linguagem e comunicação : Razão x Emoção
• Sistema Nervoso
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Estresse e amor próprio

Constantemente dizemos que estamos estressados com alguma situação em nossas vidas que está demandando mais de nós mesmos. Mas você sabe o quê de fato é estresse?

Essa resposta do corpo aos riscos e ameaças tem se transformado em um dos males da modernidade. Em uma situação de perigo, o corpo necessita de uma concentração de energia para ação. Essa informação é transmitida no corpo através de um coquetel hormonal que inclui o famoso cortisol, conhecido como o hormônio do estresse.

Nossos ancestrais quando iam pra caça de alimentos necessitavam de um corpo focado, atento aos perigos, e capaz de reagir criativamente pra uma situação de fuga/luta. Esse sistema de resposta do corpo é importante para nossa sobrevivência. Porém, o mundo mudou e não necessitamos mais dessa resposta de luta/fuga pra sobreviver entre os outros animais. Mas traçamos uma luta diária com nós mesmos, nossos pensamentos e emoções. Nos sentimos ameaçados pelas cobranças externas de trabalho, família, relacionamentos e etc.

As coisas e comportamentos mudam de perspectiva e significado de uma cultura para a outra, de uma época para a outra, mas quando falamos de distúrbios alimentares, como a anorexia, bulimia, ou as fobias, como a síndrome do pânico, e a depressão, seriam patologias novas? Sintomas de um mundo contemporâneo, ou seriam velhas questões humanas repaginadas?

A comida é para o corpo o que o amor é para a alma. Sem comida, o corpo fica fraco; sem amor, a alma fica fraca. A nossa cultura diz para amarmos os outros, a humanidade, Deus, amar a natureza, a esposa, o marido, os filhos, os pais. Mas se você não puder amar a si mesmo, de modo nenhum poderá amar o outro.

Não podemos condenar o amor-próprio como um egoísmo. Uma pessoa que ama a si mesma dá o primeiro passo em direção ao amor real. No exercício de amar a si mesmo reconhecemos nossos limites, nossas dificuldades, nossos medos, e é com esse auto-conhecimento que não nos permitimos mais entrar nas dinâmicas excessivas do cotidiano: trabalho em excesso, comida em excesso, álcool em excesso, entre tantos outros exageros que cometemos na tentativa de relaxar desse estresse gerado pela falta de auto-cuidado.

Nesse momento, o que você chama de amor está endereçado a alguém, confinado a alguém. E o amor não é um fenômeno que possa ser confinado. Você só pode tê-lo em suas mãos abertas, mas não em suas mãos fechadas. No momento em que suas mãos se fecham elas ficam vazias.

Não ame como se fosse uma obrigação, pois assim toda a alegria vai embora.

A humanidade tem vivido sob uma sombra de condenação. Não se condene. Se você se condena, como poderá amadurecer? Se você se condena, você não é capaz de reverenciar a existência dentro de você, e se você não pode reverenciar a natureza dentro de você, como irá reverenciar a existência nos outros?

Muito estresse é produzido a partir de um profundo sentimento de desconexão, e esse sentimento nos impulsiona a buscar a conexão fora de nós. Iniciamos uma peregrinação em busca de algo que não sabemos bem o que é. E se eu te contar que o que você tem buscado nesse tempo todo é um reencontro com você? E que você já está aqui, não há necessidade de buscar nada, apenas desfrutar e tornar-se parte do todo, cultivando o respeito pelo sagrado que reside dentro de você.

Ame a si mesmo … essa pode se tornar a base para a transformação. No dia que você se livrar de toda a auto-condenação, auto-desrespeito, e da ideia de pecado original, será capaz de reconhecer a si mesmo como ser valioso e amado pela existência, será um dia de grande benção e de muito relaxamento.

Crie uma energia amorosa à sua volta. Ame o seu corpo, ame a sua mente, ame todo o seu organismo. Amar significa aceitar como é. Se você não se amar, como será capaz de olhar nos seus próprios olhos?

Muitas pessoas estão vivendo de forma inconsciente, elas são estão conscientes do que estão dizendo, do que estão fazendo; elas não estão se observando. É isso que o excesso de atividades e demandas externas fazem conosco, nos tira a possibilidade de observarmos a nós mesmos.

No momento, você não consegue se ver nem mesmo de olhos abertos. Você conclui, supõe, impõe e projeta.

As pessoas ficam supondo e não conseguem ver, não tem discernimento. Observar é meditar. Fique atento, fique alerta, não continue funcionando como uma maquina, um robô, é assim que muitas pessoas estão vivendo.

Meditação significa colocar a mente pessoal de lado, essa que tem nome e endereço, de tal forma que ela não mais interfira na realidade e você possa ver as coisas como elas são e não como você esperava que fosse.

Ao amar a si mesmo, você se desprenderá do que a sociedade implantou em você. Você se tornará livre dos condicionamentos que produzem tanto estresse no corpo. A alma se elevará mais e mais alto. À medida que você se torna mais observador começa a ter asas – então, todo o céu é seu!

Por Amanda Pinhopsicóloga, terapeuta corporal, facilitadora do curso de Anatomia Metafísica e corpo docente da Formação Massoterapia Integrativa.

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Local: Instituto Atmo Danai, Ed. Brasil 21, SHS Qd. 6, Bl. C, Sl. 903

CONTEÚDO:
– Do que é formado o corpo?
• Anatomia celular e tecidos do corpo
• Consciência e os 5 sentidos
– As estruturas e o movimento : ação x reação
• Sistema ósseo
• Sistema muscular
– A relação com o ambiente : Eu x os outros
• Sistema Respiratório
• Sistema Circulatório
• Sistema Digestivo
• Sistema excretor
– Linguagem e comunicação : Razão x emoção
• Sistema Nervoso
• Sistema Endócrino
• Sistema Reprodutor
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O que esperar de um tratamento ayurvédico?

De modo geral, nosso conceito de saúde e cuidados pessoais se resume a um plano de saúde ou aquilo que o médico nos recomenda seguir, e geralmente isso implica em tomar um remédio e em algumas vezes evitar algum hábito que seja gerador do distúrbio a ser tratado.

No ponto de vista do Ayurveda, o conceito de saúde é muito mais amplo e totalmente diferente daquilo que vemos em nossa sociedade, pelo menos em sua grande maioria.

O Ayurveda advoga que saúde é um estado de equilíbrio entra corpo, mente e alma, e se todos esses fatores estão em perfeita harmonia e experimentando felicidade, então temos uma pessoa saudável.

Os pilares que sustentam a vida, segundo os textos clássicos, são três: sono, dieta e uso adequado dos sentidos e órgãos da ação.

Sono apropriado (e restaurador) é aquele que ocorre entre as 22h e 6h, mesmo que você insista em dizer que é um ser noturno, a natureza toda se manifesta dessa forma. Aliás, quando o sol se põe todos os animais adormecem.
Não ficou convencido? Sugiro que pesquise sobre a influência dos hormônios na qualidade de vida e os horários apropriados para uma produção eficaz dos mesmos. Sugiro ainda que faça uma experiência real e procure se isolar por uma semana em algum local como um sítio ou uma pousada no meio do mato e sem internet. Acho difícil você ficar acordado até tarde da noite…

Da mesma forma, a dieta descrita nos textos clássicos é bem clara quanto aos alimentos que sustentam a vida e aqueles que não apoiam.

Dentre os que apoiam a vida (uma dieta lacto-vegetariana é sugerida) podemos citar (assim como descrito no Ashtanga Hridayam e Charak Samhita): arroz, trigo, feijão moiashi, leite, mel, ghee, verduras e legumes, frutas e alimentos preparados na hora. É claro que devemos contextualizar essa lista e integrar a ela alguns outros alimentos existentes em nosso local de residência, obviamente correlacionando os atributos fundamentais dessa escolha que são: alimentos leves, nutritivos e de fácil digestão.

São mencionados também aqueles que são pesados, difíceis de digerir e, portanto, não promovem nutrição adequada dos tecidos do corpo, sendo considerados não apoiadores da vida. São eles: carnes, queijos, ingestão de alimentos crus de forma constante, frutas pesadas de difícil digestão, álcool, processados, comida dormida, congelada, industrializada.

Sua energia vital depende de uma boa fonte de vida, do ar que respiramos, da água que bebemos, da comida que ingerimos e mais sutilmente, das emoções e pensamentos que nutrimos.

O último ponto é sobre a utilização apropriada dos sentidos e órgãos da ação, ou seja, como você se relaciona com você e com o mundo. Esse capítulo é sobre autoconhecimento e aí as práticas meditativas e espirituais são fundamentais. Praticar meditação e yoga diariamente é fundamental para se conectar com a sua essência e seu verdadeiro propósito de vida. Nesse aspecto entendemos que não somos somente o corpo, mas uma alma que vive em um corpo e precisa de um sentido, caso contrário nos tornamos infelizes produzindo uma condição propícia ao adoecimento.

Dentro desse espectro holístico, corpo, mente e alma, as doenças se manifestam de diferentes formas. E cada indivíduo é único e com um histórico de vida bem diferente e com características únicas marcadas no seu código genético.

Segundo a filosofia milenar do Ayurveda as doenças podem ser classificadas em três tipos: doshotha (por influência dos desequilíbrios do doshas e suas funções fisiológicas), karmaja (por influência das ações de vidas passadas – ou seja resgates kármicos que estão impressos no mapa astrológico da pessoa), ou ainda doshotha-karmaja, ambas supracitadas em combinação. E se eu não acreditar em Karma? OK. Mas karma é uma lei universal, ação e reação. Tudo que fazemos gera uma reação, isso é um fato!

Mas e se eu não acreditar em Astrologia? Ok, não há necessidade. Mas estamos constantemente sendo influenciados pelos planetas, pelo movimento do sol da lua, etc…

Doenças geradas por desequilíbrios psicofisiológicos (doshotha) são tratadas de acordo com as terapias de nutrição, uso de ervas, estilo de vida apropriado, procedimentos externos e panchakarma (terapias de purificação), yoga e meditação. Doenças geradas pela influência do Karma, são amenizadas com terapias sutis como mantras, yagyas, prática da caridade e terminam geralmente no final do período de influência de determinados planetas. Doenças que contém ambas as características, são tratadas com ambas as abordagens supracitadas.

Pelo que podemos perceber a base para um estado de equilíbrio requer uma mudança em diversos padrões, os quais, muitas vezes são difíceis de serem alterados e muitos ainda não estão preparados para tal mudança, devido a um comodismo que assola suas vidas e de uma cultura que sustenta tal comportamento.

Em termos fisiológicos muitos acham que o Ayurveda é algo que um questionário respondido no Google pode resolver. Então, alguns pacientes já vem com o um diagnóstico pronto daquilo que acham que “são” e pedem tratamento para “isso ou aquilo”.

Os famosos Doshas (vata,pita e kapha) representam funções fisiológicas como circulação de micro e macro nutrientes, energia e matéria, metabolismo das substâncias físicas ou sutis, e formação dos tecidos do corpo, que estão contidos nos conceitos de srotas, agnis e dhatus e provavelmente você não vai ver isso num teste do Google.

Um bom profissional irá procurar averiguar todos esses fatores fisiológicos bem como psíquicos e procurar a causa do problema. Onde e como ele surgiu? Isso é fundamental para compreender todo processo de adoecimento do corpo.

Nos textos clássicos é dito que os distúrbios e suas manifestações em diferentes órgãos e tecidos do corpo estão diretamente ligados com “A CAUSA” da doença. Portanto, tratar da doença implica na compreensão de sua causa, suas manifestações em diferentes locais, eliminação dos fatores causais e aplicação de princípios promotores de cura.

Nesse sentido o paciente é fundamental para o sucesso do tratamento, e deve ser sujeito ativo no seu processo de cura. Ninguém mais é tão responsável pela nossa saúde ou doença quanto nós mesmos e tudo que fazemos ou deixamos de fazer por merecer.

Você é o criador da sua condição! E, portanto, somente você pode sair dela. O terapeuta pode te dar o caminho, mas se você não trilha-lo não há como haver cura!

O quanto você realmente está disposto a mudar ou se responsabilizar pela sua saúde?

Por: Mario JP Neto (Terapeuta Ayurveda e Instrutor de Meditação Transcendental)


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